sábado, 17 de maio de 2014

A relação íntima entre Tempo e Lembranças


No fim de tudo é sempre isso que nos sobra: Lembranças...


                Todos possuem medo de algo e isso é um fato. Apesar disso, meu medo nunca foi de algo materializado, algo que eu pudesse tocar ou sentir, mas sim de algo totalmente o contrário, algo abstrato, que se encontra presente em nós e em praticamente tudo ao nosso redor: O Tempo.
                O Tempo é algo inevitável e uma das formas que percebemos a existência dele é quando, por exemplo, vemos coisas simples como uma planta crescer, quando vemos nossa imagem refletida no espelho, ou quando olhamos fotos nossas de uma época que já se fora. Sim, é aí que percebemos o que o tempo nos ocasiona e o quanto ele nos faz vulneráveis, e, para ser sincero e mais específico, é disso que tenho medo: de envelhecer.




                Não. Não é porque os anos tomarão a jovialidade de minha pele, ou porque estarei mais “próximo” de minha morte, mas a imagem que possuo das pessoas que tem uma idade avançada é a de que são pessoas cheias de lembranças, e lembranças, de certa forma, doem. Esse é meu medo: De tornar-me uma pessoa velha cheia de lembranças.
                Não. Não que eu queira viver do meu passado, mas é inevitável você não sentir saudades daqueles bons momentos. Sim, sim, agradeço e fico feliz por ter vivido esses momentos, mas, de certa forma, ‘érr’ complicado dizer Adeus.

                Apesar disso, não acho que seja necessário chegar à idade avançada para sentir isso, pois olhem para mim: Já possuo 17 anos (em breve 18) e já estou sentindo um pouco do peso das lembranças.
                 Lembrar-me dos bons momentos me dá saudades. O problema é que saudades é uma coisa que você guarda e não pode mais “usar”. Foi bom e é bom se lembrar, mas não dá mais para vivenciar.

                Apesar de tudo, poderia eu “suprir” essa saudade dando um “Olá, tudo bem?” para quem ainda está aqui, mas para quem já se foi isso não é possível. A Morte de alguém especial é algo que te tira da sua zona de conforto e ainda vira ela de cabeça para baixo, ou seja, te deixa sem chão. Além disso, ela quebra toda a sua rotina, por isso que primeiramente torna-se tão dolorosa essa perda, principalmente quando ela é tão repentina.
                Aceitar esse fato é complicado, mas mais complicado ainda é que você, de alguma forma, e não importa como, vai ter que recomeçar, vai ter que reconstruir toda essa zona de conforto novamente e, além disso, vai ter que se conformar de que essa nova zona, essa nova rotina que se pretende construir, é na ausência desta pessoa.
                 Sim, funciona mais como um exercício de desprendimento.


E o tempo não para.

                Desprendimento: No começo de tudo pensar nisso é o que mais dói, ou, melhor ainda, é o impensável, pois estamos tão atrelados, tão juntos, a essa pessoa que não aceitamos de forma alguma que ela se vá. Somos até mesmo capazes de mover céus e montanhas para trazê-la de volta aos nossos braços, mesmo que isso não seja possível.
                Apesar disso, existe um ponto-chave, uma “salvação” (será mesmo essa palavra?), que se chama Tempo. Sim, é ele que mais uma vez se torna presente em nossas vidas. Ademais, vejo que a maioria das pessoas possuem uma interpretação “errada” entre essa relação do tempo e desprendimento:


“Não meus caros leitores, não esperem que o tempo venha a melhorar tudo, porque ele não vai! A única coisa que ele vai fazer é distanciar você dessa pessoa especial, e isso é feito a medida que ele vai passando.
Entendam que o tempo, de certa forma e assim como a Morte, é indiferente para todos. Ele não vai te trazer felicidade, assim como ele não vai te trazer tristezas. Ele não faz justiça e não é injusto. Ele apenas irá passar!”


                Não estou sendo cruel, pessimista, ou coisas do tipo! Apenas entendam o meu ponto de vista: A presença dessa pessoa esvai-se na medida em que o tempo continua, e é isso que faz você “melhorar”, pois você se “acostuma” com a ausência dessa pessoa, ou melhor, você esquece, abandona, toda a rotina antiga (em que nesta a pessoa se encontrava presente) e aos poucos cria uma nova, que no qual essa pessoa não se encontrará presente.

                E o que nos resta? Bom... A mesma coisa que disse no começo desse texto: Lembranças de um tempo vivido que se foi há muito tempo. Se eu, o CR, devo ter medo de tornar-me um velho cheio de lembranças? Talvez sim, talvez não, mas não importa, afinal, isso faz parte da Vida, isso faz parte da sua beleza estranha, mas única! Pessoas vêm e vão, assim como amores vem e vão, e A Morte não se faz necessária para que isso aconteça.


Querem saber de uma verdade? A Vida é um grande processo de abrir mão, e não esperem que ela lhes deem a oportunidade de dizer um ‘Foi bom te conhecer’. Pode ser doloroso não ter essa, mas apenas sintam-se felizes por ainda terem tido a oportunidade de ter conhecido uma pessoa tão especial.
No fim das contas um dia tudo isso acaba para todos nós, e, quem sabe, talvez nos reencontremos novamente em algum outro lugar, afinal, isso pode não ser provável, mas continua sendo uma possibilidade.




Abraços do CR!!

sábado, 19 de abril de 2014

Carvalho & Rodrigues

   Não meus Caros Leitores, esta não será uma postagem de incentivo, de ajuda, de reflexão ou de um devaneio qualquer. Para falar a verdade, gostaria que esse texto fosse para falar da felicidade de começar o meu primeiro namoro, mas, mediante ao que aconteceu tão recentemente este texto, na verdade, será um grande desabafo meu para com vocês.



   Eu acreditava que só conheceria minha primeira grande paixão ao acaso, ou seja, conheceria no meio da rua, na parada de ônibus, em um consultório, ou em qualquer outro local em que fosse improvável esta estar lá.
   Apesar disso, conheci o Thalis através de um grande amigo meu. O P (meu amigo) havia entrado na faculdade recentemente, e, sabendo eu que a faculdade é um universo totalmente diferente da escola, pedi para ele se havia a possibilidade dele me apresentar alguém interessante, e, por minha felicidade, esse alguém existia.
   Melhor ainda foi perceber que esse alguém era bem parecido comigo e vice-versa. Thalis tinha a mesma idade, 17 anos, era Libriano (mesmo signo), era totalmente inexperiente assim como eu, tinha um jeitinho meio desengonçado, lerdinho, sempre mostrando aquele grande sorriso que tinha, além de bem sociável, e quase sempre pensava e agia da mesma forma em que eu pensaria ou agiria. Sim! Ele era a pessoa que eu tanto estava procurando. Era o sonho do amor adolescente se realizando para mim.

   Claro que não poderia perder a oportunidade, então chamei-o para assistir “Pompéia” (filme muito bestinha por sinal), só nós dois. Afirmo que o cinema foi um lugar propício para o romance e realmente rolou muita química entre a gente, mas o melhor de tudo foi que pela primeira vez andei de mãos dadas abertamente pelo shooping sem me preocupar com a opinião alheia. Sim! Aquele encontro tinha dado certo.
   Diferentemente dos outros primeiros encontros com outras pessoas, o papo não parava e a identificação só aumentava. Logicamente não poderia terminar por aí, então rolou mais um cineminha (dessa vez acompanhado ao P e o namorado dele), mas confesso que dessa vez minha atenção estava voltada inteiramente ao Thalis. Rs!
   O que mais me impressionou foi o fato de que os encontros estavam dando certo, e deu tão certo que no terceiro encontro, pela primeira vez, fui conhecer a família e os pais na casa dele... E, acreditem, fiquei MUITO nervoso quando o pai dele veio falar comigo.


   Acredito que tenha dado para perceber que tive algumas das minhas “primeiras vezes” com ele, e, assim, vendo que existiria uma grande possibilidade de haver um futuro promissor se nos juntássemos, comprei um cordão de ouro para ele e decidi que no quarto encontro iria pedi-lo em namoro:


“Thalis, quero que você saiba que estava há um bom tempo procurando uma pessoa especial. Estava procurando uma pessoa com que eu me sentisse à vontade e que me identificasse com ela.
Quero te dizer que finalmente encontrei essa pessoa. E quero que você saiba que estou disposto a arriscar meu primeiro namoro com esta pessoa!

Thalis... Quer namorar comigo?”


   Foi no dia 16 de Março e em minha casa que ele me disse um SIM, e eu nunca tinha me sentido tão feliz. Finalmente estava namorando pela primeira vez. Finalmente tinha conseguido o primeiro namorado! É impressionante de como a vontade de gritar para o mundo e dizer “EU TENHO UM NAMORADO!!” existe e é gigantesca!

   E foi-se assim: No quinto encontro ele me levou para conhecer a faculdade que no qual ele estava cursando “Ciências Biológicas”. Sinceramente, valeu muito a pena ter faltado a aula de sexta-feira só para conhecer lá, pois você percebe que é um mundo totalmente diferente e que as pessoas são bem liberais.
   Para o sexto encontro fui para a beira-mar andar de patins junto com o P e o namorado dele (só para garantir algumas quedas) . E no sétimo encontro posso lhes afirmar com toda a certeza de que foi o melhor encontro que já tive em minha vida: Ele veio passar o final de semana aqui em casa, veio dormir comigo!
   Sabem o que é passar o dia inteiro grudado na pessoa que você gosta? Se não sabem posso lhes afirmar com toda certeza:

 Não existe sensação melhor do que você dormir ao lado daquele que você tanto gosta. Passar o dia beijando, acariciando, juntinho e apertadinho do seu amo!
Eu NUNCA me esquecerei desse dia!


   E durante esse tempo que ficamos juntos nunca tinha visto um olhar tão sincero como o dele. Diferentemente dos outros olhares, era o olhar de uma pessoa apaixonada, como se diante desta pessoa estivesse a coisa mais preciosa em sua vida. Pela primeira vez havia encontrado um olhar que me agradasse e que correspondesse ao que eu também estava sentindo.

   Infelizmente não houve um oitavo encontro, pois não o pude ver no final de semana (Do dia 5 e 6), afinal, teria que fazer um simulado, mas, de qualquer forma, tudo estaria bem, afinal, iria vê-lo Domingo no cinema e decidir com ele se iríamos assistir “Noé” ou “Hoje eu quero voltar sozinho”... Mas... Na verdade, só iríamos...



10/04/14
-CR: Alô?
- Thays: É o CR?
- CR: Sim, sou eu.
-Thays: CR, sou eu, a irmã do Thalis.
- CR: O que aconteceu?
- Thays: ... Aconteceu algo com o Thalis. A notícia que recebemos é que ele está na ambulância devido a um acidente.































   Foi um murro tão certeiro que fez o meu mundo parar. Todas as minhas estruturas que eu acreditava serem fortes e estáveis não conseguiram suportar esse peso... Não podia ser verdade! Isso só não passava de uma brincadeira dele! Eu tinha certeza de que ele iria pegar o telefone e falar “É brincadeira morzão!!”, mas, por mais que eu negue, e por mais que minha ficha não tenha caído, era verdade! O Thalis havia sofrido um acidente e não conseguiu resistir a isso.
   O pior de tudo é que você não pode fazer nada, e a sensação de incapacidade é esmagadora! Eu queria fazer algo! Eu queria sair a procura dele, na inútil esperança de encontrá-lo, eu queria ter tido a chance de o ver pela última vez, e eu queria salvá-lo de algum forma!
   Minha inquietação, minha ansiedade, era notável, mas de tanto andar de um lado para o outro acabei por deixar-me cair no limbo, sem rumo e sem objetivo... Pareceu até que a vida tinha perdido todo o sentido!

O que me restara? Apenas... Chorar... E em toda a minha vida, eu nunca chorara tanto.

   E por mais que eu chorasse, por mais que eu quisesse sair à procura dele, por mais inquieto que eu estivesse, e por mais que eu implorasse A Vida para reverter a situação (com a desculpa de que já havia entendido que dói muito perder alguém importante), absolutamente NADA, N-A-D-A em todas as suas letras, iria trazer ele de volta, e não existe dor maior que essa!


   Estava com esse texto prontinho só para anunciar a vocês que estaria completando meu primeiro mês de namoro e mostrar ao meu “morzão” que tinha feito um texto só para ele em meu blog, mas não! Eu tive que mudar esse texto inteiro só para desabafar ao mundo de como o que aconteceu havia me deixado com uma ferida latente muito grande e em como ela dói.
   Tudo o que eu mais queria agora era ter uma última oportunidade de falar com ele, tudo o que eu queria era ter a chance de dar um Adeus a ele. Coisa simples como: Thalis, te conhecer foi uma das melhores coisas que aconteceram em minha vida, mas já que não está sendo possível ficarmos juntos por mais um tempinho, eu só quero que você procure ser feliz aonde quer que esteja! Adeus Thalis!
   ... Mas a vida, além de o ter tirado a força, não me deu essa oportunidade!



Thalis,só queria que você soubesse o quanto eu gosto de você e o quanto sinto sua falta! Sei que nunca mais poderei conversar contigo ao telefone, que nunca mais vou poder te abraçar bem forte, ou te beijar, ou simplesmente sentir seu cheiro, e isso está sendo muito pesado para poder aguentar.
Todos os meus objetivos e planos para com a nossa relação foram destruídos, não sobrando absolutamente nada! Só o que me restou de você foi a aliança que me destes com tanto carinho, mas isso não está sendo o suficiente. Posso estar sendo egoísta, mas a verdade é que quero você ao meu lado! Ainda não consegui aceitar a ideia de que nunca mais te verei enquanto vivo.

Com certeza não está sendo difícil só pra mim, mas sim para todos que conviviam com você! Estamos sentido sua falta e está sendo difícil conviver com isso.
Mas saiba que continuo lhe desejando o melhor possível, e que só quero que você esteja bem em algum lugar, pois o seu bem-estar era o que eu mais desejava, e a sua felicidade sempre será a minha. Sei que você ficaria feliz ao ver que fiz um texto com tanto carinho só para você em meu blog.
Você foi uma pessoa maravilhosa e que marcou a vida de cada um que conheceu, e como meu primeiro namorado eu só poderia dizer que você é insubstituível. Relação melhor que a que tivemos é impossível e inexistente.

Não sei quanto tempo vai demorar até que eu me acostume com a ideia de que você nunca mais irá me mandar um “Bom dia morzão!!”, ou que você nunca mais irá me ligar para madrugarmos a noite inteira ao telefone. Só o que me resta a fazer é realizar o que parece impossível: dar-te um Adeus...
.
Que fique aqui registrado nossas despedidas ao telefone, pois essa é a única forma que consigo fazer isso:


-CR: Morzão?
- Thalis: Oi?
- CR: Lindão, maravilhoso?
- Thalis: Diz...
- CR: Gatoso, anjo caído?
- Thalis: Fala...
- CR: ...Vou dormir morzão.
- Thalis: Owwwww!!... Tá bom!
- CR: Gosto muito de ti viu?
- Thalis: Só muito?
- CR: Muitãozãozão!!
- Thalis: Também gosto muitãozãozão de ti!
- CR: Tá bom meu lindo... Só meu?
- Thalis: Só seu! Só meu?
- CR: Só seu!... Boa noite meu lindo, dorme bem e bons sonhos!
- Thalis: Boa Noite, e sonhe comigo!

- CR: Sempre sonharei contigo!



Amo-te, e nunca me esquecerei de você!



Atualização Dezembro 2022: Havia uma foto e um vídeo homenagem que tinha feito na época, mas por hoje eu decido não mais expor essa pessoa que foi tão importante em minha vida. Depois de alguns anos na era da internet a melhor e mais respeitosa coisa que posso fazer para com ele é manter a sua identidade em vida somente para com todos que compartilharam com ela.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Assumindo-me para o pai

   Na postagem em que falo como foi assumir-me para minha mãe estava questionando se era realmente necessário assumir-me para a família (além de estar um pouco revoltado com as atitudes que ela estava tendo). E hoje venho apenas narrar como foi assumir-me para o meu pai.


   É interessante o fato de que quando nos resolvemos com os nossos amigos, quanto a nossa sexualidade, começa-se a ter uma “exigência”, que pode vir deles ou de você mesmo, para quando você irá assumir-se para os seus pais. Além disso, mesmo não existindo essa “exigência”, você acaba por criar planos de como e quando irá contar para eles.
   Acredito que seja assim com todos, afinal, comigo não foi diferente. Tinha planos de contar para minha mãe apenas quando estivesse namorando alguém ou tivesse dado o meu primeiro beijo, mas não foi assim, pois acabei por contar BEM antes do primeiro beijo e infinitamente antes do primeiro namoro (nem namorado eu tenho ainda!).
   Assim como tinha planos de como e quando iria contar para minha mãe também tinha planos para com o meu pai, afinal, pretendia contar para ele apenas quando estivesse em minha faculdade, ou seja, por volta dos meus 20 anos, mais ou menos, e, apesar disso, foi muito antes do que isso.


   Acredito que tenha sido por volta de Julho que ele tenha “descoberto”. Durante esse período estava utilizando o Notebook dele (não me recordo do porquê), logo, meu e-mail ficava aberto. Nisso, ele acabou lendo um dos meus e-mails trocados com o MVG, mas o único problema é que eu estava com o meu pseudônimo na troca de e-mail (CR) e isso dificultava dele saber se era realmente eu quem estava expressando-se naquela mensagem.
   No fim das contas ele acabou perguntando se o “CR” era eu, e como não teria coragem de negar minhas “existências”, acabei falando: “Sim, sou eu”. Acabou por chamar a mãe para conversar e iniciou-se uma discussão não muito legal entre a gente.


   Recordar-se desse dia não é algo que aprecio, afinal, não tive uma reação legal com eles (Sou muito estressado, logo, a discussão foi na base dos gritos e quase que violência por minha parte). E não é a primeira vez que me explodo com o pai.


   No dia seguinte decidimos conversar (Eu e meu pai) como duas pessoas decentes (ou uma né? Por que eu estava feito bixo naquele dia). Como argumentos meu pai utilizava os mais famosos: de que isso era errado, que era pecado, e eu, de alguma forma, tinha de organizar alguns de meus argumentos para demonstrar que as coisas não funcionavam assim. Depois de uma longa discussão mandei um argumento que mexeu muito com as estruturas ideológicas dele:

   “As pessoas são feitas por ideologias e vivemos em um mundo que está diverso de ideologias. Quem garante que só essa que você apresenta é a correta?”

   Depois disso decidimos parar nossa conversa e seguir nossos rumos.


   Analisando a situação daquele dia só vim perceber que o que preocupava ele não era o fato de ser errado ou pecado, ou de que era o medo de eu mudar, afinal, isso estava em segundo plano, mas sim a reação das pessoas que estão ao nosso redor. Coisas do tipo: “O que as pessoas vão comentar sobre mim e minha família? Temos um filho gay!”.
   Apesar desse tipo de pensamento me revoltar um pouco (no qual é o mesmo pensamento de minha mãe), havia me esquecido de uma das principais coisas que se deve ter para com aqueles que sabem sua sexualidade:

   “É só uma questão de tempo, adaptação e convivência. Cada um tem o seu.”


   No fim de tudo meu pai teve a mesma reação que minha mãe, mas a diferença era que ele havia expressado isso mais nitidamente do que ela. Assim como minha mãe sofreu, chorou e decidiu esquecer essa história, meu pai também sofreu, chorou e decidiu esquecer.

   Já estou passando pelas primeiras fases da aceitação dos pais. Assim como eles decidiram esquecer-se desse fato eu também decidi esquecer-se dessa responsabilidade, mas e quando minha homossexualidade começar a expressar-se mais nitidamente? Como será a nossa reação?

   Não sei...





Abraços do CR!!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Daí você percebe que é normal!

   Um texto simples e básico para narrar uma “grande” experiência em minha vida.

   Eu poderia ir narrando pouco a pouco como as coisas caminharam até esse fato ou poderia simplesmente jogar na cara de vocês o que aconteceu, mas como sou da política do “Nem 8 nem 80, mas sim 40” irei fazer um misto disso.
   Basicamente vou narrar um pequeno resumo dos últimos meses:

   Em Agosto iniciaram-se os ensaios para um grande evento de minha escola: A Semana Cultural. Uma Semana inteira que é dividida em apresentações de danças, esportes e apresentações em sala de aula. Vale lembrar que é uma competição entre equipes e eu neste ano (sendo que é meu último na SC) não pude ficar em minha equipe de origem (que era a Equipe Branca), mas acabei indo para a equipe Lilás (uma nova equipe).
   Estava tendo amizade com o coreógrafo de minha equipe da Semana Cultural, e nessa amizade acabei falando para ele que estava interessado em uma pessoa que ele "conhecia". Falando isso, ele decidiu me apresentar a essa pessoa, afinal, pelo o que ele me disse, o outro também estava curioso para ver quem era que estava interessado por ele. Nisso, o coreógrafo me chama pra sair com ele, afinal, o A (a pessoa a quem eu estava interessado) também iria.
   Acabei conhecendo o A no final do mês de Setembro (30/09/13) num restaurante da 13 de Maio. Apesar disso, na primeira vez que tivemos contato, não conversamos muito, afinal, ele estava acompanhado de um fica dele, além de eu estar meio tímido naquela situação. Apesar disso, o havia achado tão bonito que logo no dia seguinte peguei o “Whats’app” dele. Rs!
    No fim das contas acabei criando uma amizade com A.


   Quero ressaltar que não vou e nem quero dar detalhes de como foi e como está minha a relação com A, pois acho desnecessário. Continuando:


   Ressaltando que o A era coreógrafo de uma outra equipe, ou seja, toda vez que tinha oportunidade de ir cumprimentá-lo enquanto ele estava ensaiando ou preparando sua equipe para apresentação, eu ia. Como a SC dura apenas 1 semana (De pura e total emoção),infelizmente, a mesma havia acabado e eu não poderia mais vê-lo com tanta frequência, apenas marcando encontros. Nisso, ele me chamou para ir ao cine no dia 15 no Point LGBT (Shooping Benfica. Rs!).
   Atrasou-se um pouquinho, mas lá estava ele do outro lado da praça de alimentação. Dirigimos-nos para o cinema e decidimos assistir ao “Cine Holiúdy” (Que no caso não gostei ).

   Resumidamente: No escurinho do cinema lá estava eu com os dois braços envoltos dele, dando cheirinhos no pescoço, beijinhos que começavam na nuca e iam caminhando à boca, beijinhos e mais beijinhos e o que posso dizer à vocês, caros leitores, é que rolaram os meus primeiros selinhos com um homem! \o/!




Essa é pra comemorar de pé irmãos!!



              " Me abraça, me abraça! "                             " Ele beijou! "     " Oh My God!! "






   Mano... Nunca achei que fosse tão bom beijar um homem!





" I kissed a man! I kissed a man!! "


   Tudo bem, entendo que não foi um BEIJO, mas é melhor assim, não? Que as coisas rolem naturalmente.
   Só ressaltando que havia saído 13:00 hrs de casa e voltei só às 23:30 da noite. Sim ,esse encontro foi tão bom que não estava com a mínima vontade de voltar para casa. Rs!



   Depois desse acontecimento tão gostoso bom (e de uma noite de sono quase agarrando minha mãe achando que era ele) refleti um pouco sobre aquelas pessoas que veem isso como algo diferente, como algo errado, ou seja, possuem um olhar meio torto para a homossexualidade.

   O mais engraçado é que quando você é um gay bem resolvido, ou quando você é totalmente livre de limitações, você começa a achar graça dessas opiniões, pois elas ficam com nenhum sentido ou nexo, pois você vê que isso é a coisa mais natural que existe. Você percebe que é diferente de ficar com o sexo oposto. Vê que realmente é isso que você sente atração, se interessa, gosta, se apaixona, ama, etc, etc, etc.
   É errado? Por quê que é errado? Não faz o MENOR sentido ser errado! É estranho? Não, não é! Por quê isso acontece? Não sei e nem quero saber! Fiquei com um carinha em que estou interessado, que é bonito e estou bem feliz com isso, afinal, é o que importa.


   Rs, nunca vou me esquecer daquela Terça-feira 15!




   E se você, meu caro leitor, ainda está em Nárnia, por favor, saia, pois você não sabe o que está perdendo.
   Agora quero que as recalcadas lá da escola se joguem pra cima de mim, pois eu peguei alguém que 90% das garotchenhas desejam! CHU-PEM! Rs!




Abraços do CR!!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Príncipes

   Como primeiro texto de minha volta ao blog iria resumir tudo o que ocorreu comigo durante esse período de tempo em que me mantive ocupado, mas, infelizmente, a história deu uma reviravolta e ainda não acabou.
   De qualquer forma, como o título do meu blog tem como palavra “Devaneios” decidi escrever uma pequena reflexão que fiz com os fatos ocorridos comigo.





   Já faz um bom tempo que venho desejando aquele carinha especial, ou seja, o Príncipe que iria aparecer em minha vida e melhorar tudo a deixando como uma grande visão de um “Mar de Flores”, mas depois de alguns acontecimentos (e alguns tapas de realidade) decidi refletir um pouco sobre essa grande fantasia que estava querendo viver.

   Fala-se tanto em Príncipes e discute-se tanto sobre o fato de ele existir ou não. Alguns acreditam e outros não, mas apesar do que achem, sei que cada um tem o seu Príncipe idealizado, pois quem é que não deseja aquele “Happy End” ao lado da máxima idealização de alguém perfeito?
   Pensando nisso podemos nos perguntar: Qual a imagem do nosso Príncipe? É muito relativo, pois cada um tem seus gostos, ou seja, cada um tem o seu Príncipe em particular, mas acredito que posso afirmar que o Príncipe de nossos sonhos, resumidamente, é aquele lindo e maravilhoso homem que aparece em nossas vidas para realizar o tão desejado “Happy End”.

   Príncipes e “Happy End”.

   Não sei vocês, mas começo a achar que essas duas fantasias possam não existir. Numa vida cheia de altos e baixos como pode uma pessoa chegar com todas as resoluções possíveis para os nossos problemas e nos fazer eternamente felizes? Percebam: “NOS fazer eternamente felizes?”.
   Idealizar alguém que DOE sua vida para nos satisfazer aparenta-me egoísmo. Desculpe-me, mas para mim não é assim que uma relação a dois funciona. O mundo não gira ao nosso redor. 
   Não é uma pessoa que irá fazer você ter um “Happy End”, mas sim VOCÊ. Não vejo motivos alguém colocar seu destino e sua felicidade nas mãos de alguém que possa nem existir, sendo que quem faz a própia história e proporciona a própia felicidade é a própia pessoa.

   Temos uma mania chata de acreditar que o nosso “Príncipe” chegará em um galante cavalo branco, originário das terras nortenhas onde Fadas e Elfos cantam suas melodias nas profundezas abissais da Florestas Negras, e que por cima dele estará aquele Rapaz, gerado nas montanhas dos lírios cantantes, trajando suas belas roupas de carmim, bordadas com cintilantes diamantes, e que nos levará para além do Sol, Lua e estrelas.
   Tá faltando um pouco de realismo nisso não?

   Mas percebam: É uma evolução! Primeiramente acreditamos que o tão desejado Príncipe virá até nós, então basta nós esperarmos por ele. Quando vemos que ele não virá, decidimos ir à procura dele. Depois de uns tapas de realidade vemos que ele não irá vir ao nosso encontro e que nem vamos encontrar ele, daí assumimos o fato que ele não existe.
   E agora? Continuamos esperando?Devemos continuar procurando? Ou assumimos o fato de que ele realmente não existe? Mais uma vez é relativo, pois esse tipo de decisão parte de cada um. Minha opinião? Príncipes e “Happy End” EXISTEM.


- Mas você está se contrariando CR!
   Não é necessário que um Príncipe seja perfeito, pois se realmente formos levar essa característica a sério veremos que ele realmente não existiria. Então, ao invés de eu acreditar que aquele rapaz perfeito chegará até mim prefiro ter uma visão mais realista:
   Em cada cabeça de cada rapaz que há no mundo vejo diferentes coroas: Umas grandes, outras pequenas, algumas elegantes, outras nem tanto, umas brilhantes e outras ofuscadas, polidas e enferrujadas, com joias e sem joias, feitas com ouro, prata, bronze ou material vagabundo, pesadas ou leves, humildes ou não, etc, etc, etc.
   Basta ter um olhar atento e veremos que há Príncipes e mais Príncipes ao nosso redor, mas a diferença é que eles não são perfeitos como nós queríamos tanto. Cada Príncipe ao nosso redor é cheio de defeitos, ou seja, é imperfeito.
   Não adianta você esperar ou procurar aquele carinha perfeito, pois você NUNCA vai encontrá-lo! Mas se usar um pouco de realismo verá que você pode ter um “Happy End” ao lado daquele que não é 100% como você queria. E basta lembrar que você também não é 100% como ele queria. É uma troca!

   É tudo uma questão de:


"Tenha a mente nas estrelas mas mantenha os pés no chão."




   Então meus caros leitores, chego a uma pequena conclusão depois dessa reflexão:


 Idealizo tanto um Príncipe perfeito à minha imagem que me esqueço que ele não existe. Ao invés de eu colocar todos os meus anseios em alguém que não existe, prefiro pegar minha coroa de papel ofício, desenhada e pintada por canetinhas, e assumir o fato de que (apesar de todos os meus defeitos) sou EU esse Príncipe a quem tanto procuro.





   E que quando for a hora, destino ou ao acaso, me apareça ou eu encontre algum Príncipe com sua coroa cheia de defeitos e imperfeições.



Abraços do CR!!

sábado, 10 de agosto de 2013

Assumindo-me para minha Mãe

   Antes de tudo vou logo pedindo desculpas por não ter postado algo durante essa semana, e sim só agora. Estava estudando para as provas de 2º chamada e tinha que estudar. Desculpem-me.


   Faz pelo menos uns dois meses atrás que venho prometendo narrar esse fato aqui no blog, e finalmente vou falar o que basicamente ocorreu. Além de mostrar algumas conclusões minhas quanto a isso.





   Às vezes me pergunto: Por que preciso chegar para os meus familiares e falar: “Olha, eu sou gay!”? Eu não vejo os meus amigos, que são héteros, chegarem tanto para os seus pais quanto para as suas mães e dizerem que são héteros.
   Tudo bem, entendo que homossexualidade ainda é um tabu para muitos e que se torna necessário trazer essa realidade para quem convive com você, mas isso é um porre! É muito chato você ter esse trabalho de se assumir para a família.
   Será mesmo que é necessário ter de trazer essa realidade para a minha família? Poderia simplesmente apresentar meus possíveis namorados e “petê saudações”, pois não são tanto eles quanto meus amigos que vivem dizendo que devo guardar minha sexualidade apenas para mim?
   Mas não, aqui estou eu vivendo minha sexualidade abertamente (e uma prova disso é meu próprio blog, pois todos que me conhecem, conhecem esse blog) e aqui estou eu assumindo-me para a minha família (parte de mim não queria trazer essa realidade e a outra parte de mim queria, ou seja, quase que obrigatoriamente), respeitando e indo contra, na maioria das vezes, à opinião de todos.


   Querem saber a verdade? Não me assumi para minha mãe porque eu quis, ou porque ela descobriu, ou coisa do tipo, mas sim porque me senti pressionado a isso.
   Como foi? Já fazia um tempinho que algumas pessoas vinham me perguntando se eu era assumido para os meus pais e quando eu ia me assumir. Em um belo dia estava deitado na cama junto a minha mãe, e estava passando uma notícia sobre casamento igualitário, e, aproveitando a deixa, pergunto a opinião dela quanto a isso. O que ela respondeu?
   “Eu apoio, mas tenho medo de estar indo contra os ensinamentos divinos.”

   Depois de um tempinho conversando veio aquela puta pergunta: “E as meninas CR? Tá gostando de alguma?” ... Até tentei evitar isso, mas acabei falando:
   “Posso te falar uma coisa? Eu não gosto de garotas”.


- Sério que você falou isso CR?
   Sim. Ela falou que vai continuar me amando, que isso vai independer do jeito que ela olha pra mim, e que ela se importa com o meu futuro e não com quem eu vá namorar. Particularmente fiquei muito feliz ao ouvir isso, mas bastou passar um tempinho que ela começou com umas histórias: “É só uma fase”, “Você precisa ir a um psicólogo, pois isso é uma confusão na sua cabeça”, etc.
   Fiquei sabendo que no dia seguinte ela chorou bastante conversando com o meu primo (que também é gay) achando que tem culpa por eu ser assim, se perguntando o que ela fez de errado, etc, etc, etc. Além disso, uma coisa que percebi é que ela presa tanto a sua imagem quanto a do meu pai, além da minha. Ela se preocupa com o que os outros vão falar de mim, com o que os outros vão falar dela e com o que os outros vão falar do meu pai.

   Não quero ser ingrato, chato, ignorante, incompreensível, egoísta, ou coisa do tipo, entendo que cada um possui seu tempo, mas você não sabe o quanto é chato você ver que a sua mãe tem limitações para conversar normalmente com você quanto a sua sexualidade, não sabe o quanto é chato é saber que ela chega para o psicólogo dela, para a minha pediatra (ainda não sou adulto, Rs!), para um amigo(a), ou para alguém que ela conhece, usando as palavras:
   “Ele tá com uma história de viado, de ser viado.”.
   (Dá-me nojo (sim, nojo), ouvir minha mãe citando essa palavra: Viado.)
   E não sabe o quanto é chato ver que sua mãe pede pra você esconder sua sexualidade, voltar para o armário, para que as pessoas não falem mal tanto de mim quanto da minha família.

   Não sei, mas começo a duvidar se é resolução para a sua vida abrir sua sexualidade para sua família. Como disse, entendo que cada um tem seu tempo, ou seja, é tudo uma questão de convivência, adaptação e tempo.

   O que eu podia fazer já está feito.


Abraços do CR!!

terça-feira, 14 de maio de 2013

As razões para sermos homossexuais?


  Como havia dito, estou meio sem tempo para fazer as postagens para o blog, mas estou tentando ficar presente para que o blog não fique abandonado. O post de hoje é mais uma reflexão sobre essa pergunta que é feita desde os primórdios da organização mais civilizada da humanidade. 

  Só acho que é desnecessário fazer essa pergunta...

   Talvez seja essa a primeira pergunta que fazemos quando estamos no nosso processo de aceitação como homossexuais. Se não for a primeira, com certeza ela virá em algum momento da sua vida.
   Talvez, sabermos a resposta dessa pergunta, quando estamos com milhares de dúvidas em nossas cabeças, venha a ser um alívio para nós, pois a resposta torna-se um meio de facilitar a nossa aceitação.

- Tá CR, e qual a resposta para a pergunta?

   Não existe apenas uma resposta para a pergunta. Durante o passar do tempo foram feitas pesquisas e mais pesquisas para se achar a resposta, e cada pesquisa gerou uma resposta diferente:

- Acreditava-se (e ainda acredita-se) que os homossexuais são homossexuais por se afastarem da religião, se afastarem de Deus.
- Pesquisas indicam que existe um gene homossexual e um gene heterossexual, por isso que há essa diferença de gostos.

   E há a terceira resposta, que é a que eu acredito:

- Somos formados ao longo do tempo por quem convivemos.


- Explique.

   Quem desenvolveu essa hipótese foi Freud (lê-se |Fróide|). É aquela famosa história do Pai ausente e Mãe superprotetora. Freud teve a ideia de usar, brilhantemente, a mesma teoria, que usou para explicar a homossexualidade, para explicar também a heterossexualidade.
      
   O que acontece é que:
   No caso do filho homem: Dos seus 5 aos 8 anos ele começa uma “disputa” contra o seu pai pela atenção da mãe. Se o filho ganhar essa disputa ele passará a ter mais afeto com a sua mãe, passará a se identificar mais com ela. Se ele perder essa disputa, ele passará a usar seu pai como um exemplo, e tentará aprender com ele, afinal, a disputa foi ganha pelo pai e ele necessita de um exemplo para sua vida.

   Uma forma de Freud comprovar sua hipótese foi usando os filhos heterossexuais e comparando-os aos seus respectivos pais, mostrando que eles se identificam muito com os mesmos, e usando os filhos homossexuais e comparando-os às suas respectivas mães, mostrando que eles se identificavam com as mesmas.
   Dependendo da relação entre eles isso iria mudar muito na sua forma de se comportar e nos seus gostos também (Por isso que homossexuais possuem resquícios do feminino, seja na forma de se comportar ou na forma de pensar, e o vice-versa com os heterossexuais).


- O que te levou a acreditar nisso CR?

   Pelo simples fato de Freud explicar que a heterossexualidade é uma coisa igualmente formada ao longo do crescimento de uma criança, e não é porque é uma coisa natural, ou seja, Freud igualou as razões de sermos homossexuais com as razões de se ser heterossexual, e não fez como algumas outras pesquisas que diferenciaram o homossexual de um heterossexual.
   Além disso, Freud havia explicado que não há motivos para explicar a homossexualidade, e eu sou bem fiel ao fato de acreditar que somos formados pelo meio e com quem convivemos.


   Mas não é isso que quero falar para vocês! O que quero dizer é que:

   Não deve haver motivos para buscar a resposta do porquê de sermos homossexuais. Infelizmente buscamos essa resposta pois a sociedade trata a homossexualidade como algo diferente e não como algo normal como a heterossexualidade. É, no entanto, que nenhum de nós pesquisamos a razão de se ser heterossexual. Ele é porque é e não há motivos para se responder a isso.
   Homossexualidade não é algo anormal. Homossexualidade é só mais uma forma de sentir atração por outro alguém. Devemos entender que homossexuais existem e pronto, e não deve existir essa necessidade de explicar a existência da homossexualidade. E ter essa atitude de questionar a existência dos homossexuais é o mesmo que questionar a sua existência.
    Sejamos felizes apenas aceitando que somos assim e que isso faz parte de nós.

Em fim, era esse o recado que eu queria dar para vocês! Até o próximo post!

Abraços do CR!!


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