Namorar algumas pessoas é descobrir o quanto essas pessoas não são certas para nós, mas não sabemos disso e precisamos pagar para ver.
Ficamos anos agarrados à esperanca de que elas irão, de alguma forma, realmente compreender as nossas necessidades, de que vão parar de nos machucar com as pequenas coisas que tanto já falamos e que vão melhorar em seus aspectos mais difíceis de lidar.
"Uma só vez mais", "Talvez se eu tentar de uma outra maneira", "Agora que isso aconteceu ele realmente vai se ajustar", e tantas outras justificativas criamos para permanecer ao lado de quem queremos amar.
E diante de tantas tentativas que não nos trouxeram retorno minimamente satisfatório começamos a cair no limbo da dúvida, e da dúvida tudo se torna alvo, geralmente no que mais nos falha.
Aprendi que, com a devida distância do tempo de algumas relações já finalizadas, é nesse limbo da dúvida que surge a oportunidade de melhorarmos como pessoas. Nos martelamos demais dentro daquele relacionamento, e por tanto ficamos, assim, completamente expostos. De fato, desconfio que só assim somos capazes de amadurecer: quando não temos mais a casca dura de algumas vagas verdades que um dia criamos para não sofrer mais.
Quando não é o acaso que desafia nossas estruturas, somos nós que, imperceptivelmente, nos colocamos nos caminhos que irão nos enfraquecer nos pontos onde mais precisamos.
Mas não sabemos disso... ainda. Estávamos presos naquele ciclo. Ainda não tínhamos nos descascado o suficiente para nos depararmos com as nossas próprias falhas, e só aquele relacionamento/núcleo (não pessoa) seria capaz de fazer isso conosco.
Ficamos anos agarrados à esperanca de que elas irão, de alguma forma, realmente compreender as nossas necessidades, de que vão parar de nos machucar com as pequenas coisas que tanto já falamos e que vão melhorar em seus aspectos mais difíceis de lidar.
"Uma só vez mais", "Talvez se eu tentar de uma outra maneira", "Agora que isso aconteceu ele realmente vai se ajustar", e tantas outras justificativas criamos para permanecer ao lado de quem queremos amar.
E diante de tantas tentativas que não nos trouxeram retorno minimamente satisfatório começamos a cair no limbo da dúvida, e da dúvida tudo se torna alvo, geralmente no que mais nos falha.
Aprendi que, com a devida distância do tempo de algumas relações já finalizadas, é nesse limbo da dúvida que surge a oportunidade de melhorarmos como pessoas. Nos martelamos demais dentro daquele relacionamento, e por tanto ficamos, assim, completamente expostos. De fato, desconfio que só assim somos capazes de amadurecer: quando não temos mais a casca dura de algumas vagas verdades que um dia criamos para não sofrer mais.
Quando não é o acaso que desafia nossas estruturas, somos nós que, imperceptivelmente, nos colocamos nos caminhos que irão nos enfraquecer nos pontos onde mais precisamos.
Mas não sabemos disso... ainda. Estávamos presos naquele ciclo. Ainda não tínhamos nos descascado o suficiente para nos depararmos com as nossas próprias falhas, e só aquele relacionamento/núcleo (não pessoa) seria capaz de fazer isso conosco.
- Carlos R.
*** Originalmente escrito em meados de Agosto e 2023.
** Foi publicado em Janeiro de 2025, mas havia feito tantas mudanças que mais parecia um texto do antigo "Devaenios de um jovem gay" que do "Eu por Carlos". Só vim me deparar com esse reconhecimento em Março de 2026, então o atual texto que aqui se segue era o que foi tratado um dia como rascunho, mas que estava bem mais alinhado e mais honesto com o que estava sentindo na época, então decidi tornar tal rascunho em texto oficial.
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